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Identidade Visual3 min de leitura

Tipos de logótipo: qual faz sentido para a sua empresa

Só letras, só símbolo, os dois juntos ou um emblema: cada tipo de logótipo resolve problemas diferentes. Como escolher pelo nome, pelo setor e pelos sítios onde vai aparecer.


Antes de discutir cores e formas, há uma decisão estrutural: que tipo de logótipo vai ter a empresa. A escolha depende do nome, do orçamento para tornar a marca conhecida e, sobretudo, dos sítios onde o logótipo vai viver, da fachada à foto de perfil de 40 píxeis.

Logótipo tipográfico (só o nome)

O nome escrito com uma letra escolhida ou desenhada à medida, sem símbolo. Funciona muito bem quando o nome é curto, distintivo e fácil de ler. Tem a vantagem de ensinar o nome a cada aparição.

O ponto fraco é o espaço pequeno: um nome comprido escrito por extenso não cabe numa foto de perfil nem num ícone. Normalmente precisa de uma versão reduzida, como a inicial.

Monograma (iniciais)

As iniciais do nome trabalhadas como um desenho. Resolve nomes longos ou difíceis, e funciona bem em espaços pequenos e aplicações como bordados e gravações.

Tem um custo: iniciais sozinhas não dizem nada a quem ainda não conhece a empresa. Numa fase inicial, o monograma costuma precisar do nome escrito ao lado até ganhar reconhecimento.

Símbolo

Uma imagem que representa a marca: pode ser figurativa (um animal, um objeto) ou abstrata (uma forma geométrica). Os símbolos são memoráveis e funcionam sem idioma, mas só identificam a empresa sozinhos depois de muita exposição. As grandes marcas que usam apenas o símbolo chegaram lá com anos e investimento.

Combinado (símbolo e nome)

O símbolo acompanhado do nome. É o tipo mais comum em pequenas e médias empresas, e por boas razões: o nome ensina quem é, o símbolo torna-a reconhecível, e os dois podem ser usados separadamente.

Na prática, um logótipo combinado bem desenhado dá três versões: a completa (para o site, documentos e fachada), uma compacta (para espaços estreitos) e o símbolo isolado (para foto de perfil, ícone do site, carimbos). Esta flexibilidade é hoje quase indispensável.

Emblema

O nome dentro de uma forma: um escudo, um selo, um círculo. Transmite tradição e pertença, e é comum em cervejarias, clubes, escolas e marcas com história. A desvantagem é a legibilidade em tamanho pequeno, porque o texto dentro do emblema fica minúsculo. Os emblemas bem resolvidos têm uma versão simplificada para ecrã.

Mascote

Uma personagem que representa a marca. Cria proximidade e funciona bem com famílias, crianças e alimentação. Exige mais trabalho: a personagem precisa de poses e expressões diferentes para os vários usos, e um desenho detalhado pode não funcionar pequeno. Muitas vezes a mascote vive ao lado de um logótipo mais simples, em vez de o substituir.

Como escolher

  • Comprimento do nome: nomes curtos aguentam um logótipo tipográfico; nomes longos pedem símbolo ou monograma para os espaços pequenos.
  • Onde vai aparecer: liste as aplicações reais. Se as redes sociais e o telemóvel são o principal ponto de contacto, a versão em espaço pequeno é a mais importante.
  • Orçamento para dar a conhecer: um símbolo abstrato demora a significar alguma coisa; um logótipo com o nome trabalha desde o primeiro dia.
  • Convenções do setor: conheça-as para decidir se as segue ou se se destaca delas.
  • Aplicações técnicas: bordado, gravação a laser, carimbo e vinil pedem formas simples e traços sem pormenores muito finos.

Na dúvida, o logótipo combinado com versões bem definidas é a escolha mais segura para uma pequena empresa: dá ao nome a oportunidade de ser aprendido e ao símbolo a de se tornar reconhecível.

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