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Identidade Visual3 min de leitura

Como saber se um logótipo é bom: 7 testes simples

Gostar não chega para avaliar um logótipo. Sete testes práticos, do tamanho de um ícone à fotocópia a preto e branco, que qualquer pessoa pode fazer antes de aprovar.


Na hora de aprovar um logótipo, a pergunta habitual é "gosta?". É a pergunta errada, ou pelo menos incompleta. Um logótipo é uma ferramenta de trabalho: tem de ser reconhecido, lido e reproduzido em dezenas de situações diferentes durante anos. Estes sete testes ajudam a avaliar se cumpre essa função, independentemente do gosto pessoal.

1. O teste do tamanho pequeno

Reduza o logótipo até ao tamanho de um ícone de separador do browser (16 píxeis) e de uma foto de perfil numa lista de comentários. Imprima-o com 2 cm de largura. Ainda se percebe o que é? Os pormenores finos, as letras muito juntas e os textos pequenos dentro do desenho são os primeiros a desaparecer. Um bom logótipo tem uma versão que sobrevive a isto.

2. O teste da cor única

Veja o logótipo todo a preto, e depois todo a branco sobre fundo escuro. Se depende de gradientes, sombras ou de várias cores para fazer sentido, vai ter problemas em carimbos, gravações a laser, bordados, faturas impressas a preto e branco e vinis de uma só cor.

3. O teste do fundo

Coloque o logótipo sobre fundo branco, fundo escuro, fundo da cor da marca e sobre uma fotografia. Ele vai aparecer em todos estes cenários. Se só funciona em branco, precisa de versões alternativas antes de ser aprovado.

4. O teste dos dois segundos

Mostre o logótipo a alguém durante dois segundos e esconda-o. Peça-lhe que descreva o que viu. Se a pessoa não consegue dizer nada concreto (uma forma, uma cor, a primeira letra), o logótipo tem elementos a mais ou personalidade a menos. É assim que a maioria dos clientes o vai ver: de passagem, num ecrã, numa estrada.

5. O teste da concorrência

Coloque o logótipo lado a lado com os de cinco concorrentes diretos, todos ao mesmo tamanho. Destaca-se ou mistura-se? Um logótipo que se confunde com os outros do setor obriga a gastar muito mais para ser lembrado. Este teste também revela semelhanças excessivas com uma marca existente, que convém descobrir antes de imprimir seja o que for.

6. O teste da memória

Um dia depois de ver o logótipo, tente desenhá-lo de memória, ou peça a alguém que o faça. Não precisa de ficar perfeito, mas a estrutura principal deve ser reconhecível. Os logótipos mais fortes são simples o suficiente para serem lembrados e distintos o suficiente para não serem confundidos.

7. O teste dos dez anos

Pergunte-se se o logótipo vai parecer datado daqui a dez anos. Efeitos da moda, como certos gradientes, letras muito na tendência ou detalhes em três dimensões, envelhecem depressa. Uma forma simples e uma boa tipografia aguentam décadas, e mudar de logótipo tem custos que vão muito além do desenho.

O que não é critério

Um logótipo não precisa de contar a história toda da empresa. Querer meter num símbolo os serviços, a cidade, a família fundadora e os valores é a forma mais segura de criar um desenho confuso. O significado de um logótipo constrói-se com o tempo, através da experiência que as pessoas têm com a empresa; o desenho só precisa de ser distinto, adequado e fácil de reconhecer.

Por fim, leia o nome no logótipo como se o visse pela primeira vez. Espaçamentos entre letras mal resolvidos criam, por vezes, leituras involuntárias. Melhor descobrir isso na fase de aprovação do que na fachada.

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