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Identidade Visual3 min de leitura

Identidade visual para pequenas empresas: o essencial, por ordem de prioridade

Não precisa de um manual de 80 páginas para parecer profissional. O núcleo que toda a pequena empresa deve ter e a ordem certa para aplicar a imagem com um orçamento limitado.


As grandes marcas têm equipas inteiras a gerir a identidade visual. Uma pequena empresa tem o dono, um orçamento apertado e pouco tempo. A boa notícia é que a coerência, que é o que realmente faz uma empresa parecer profissional, não depende do tamanho do orçamento. Depende de ter o essencial bem definido e de o aplicar pela ordem certa.

O núcleo indispensável

Antes de qualquer aplicação, a empresa precisa de ter definido:

  • Logótipo em três versões: completa, compacta e símbolo isolado, cada uma a cores e numa só cor.
  • Duas a quatro cores, com os códigos para ecrã e impressão.
  • Uma ou duas tipografias, com uma alternativa para documentos e emails.
  • Um guia curto, de 5 a 10 páginas, com as regras básicas e exemplos do que não fazer.
  • Uma pasta organizada com todos os ficheiros, em vetor e em PNG.

Prioridade 1: onde os clientes o encontram

Hoje, o primeiro contacto com uma pequena empresa é quase sempre digital. É aí que a imagem deve ser aplicada primeiro, porque é barato, rápido e é o que mais gente vê:

  • Perfil da Empresa no Google: logótipo, fotografia de capa e fotografias com o mesmo estilo.
  • Redes sociais: foto de perfil com o símbolo, capas e meia dúzia de modelos de publicação.
  • Site: é onde a identidade se mostra por inteiro, com as cores, a letra e o estilo de imagem.
  • Assinatura de email: muitas vezes o material de marca mais visto de todos, e o mais esquecido.

Prioridade 2: o que o cliente tem nas mãos

  • Modelos de orçamento, proposta e fatura com o logótipo, as cores e a letra da marca.
  • Cartões de visita, se o seu negócio ainda os usa (muitos já não precisam).
  • Apresentações e catálogos, se fazem parte do processo de venda.

Um orçamento bem apresentado tem um efeito direto na decisão do cliente: é o documento que ele compara com os da concorrência.

Prioridade 3: espaço físico, viaturas e fardas

São as aplicações mais caras e mais difíceis de mudar. Por isso devem vir depois de a identidade estar testada no digital e nos documentos. Se a fachada ou as viaturas precisam de ser feitas já, faça-as com a versão mais simples e robusta do logótipo, a que funciona à distância e a uma cor.

Como poupar sem estragar

  • Crie modelos editáveis (no Word, no Google Docs ou numa ferramenta de design online) com as cores e letras da marca já definidas, para que qualquer pessoa da equipa produza materiais coerentes.
  • Imprima em lotes maiores e com menos variantes.
  • Use vinil autocolante em vez de pintura nas viaturas e montras: é mais barato e mais fácil de atualizar.
  • Prefira fotografias próprias, mesmo simples, a bancos de imagens genéricos.

O erro mais comum

Gastar o orçamento todo no logótipo e não sobrar nada para o aplicar. Um logótipo excelente que só aparece em metade dos sítios, ao lado de materiais improvisados, rende menos do que um logótipo bom aplicado de forma consistente em tudo. Para uma pequena empresa, a consistência vale mais do que a perfeição.

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