Saltar para o conteúdo
SEO3 min de leitura

SEO para lojas online: categorias, produtos e filtros

Numa loja online, o SEO vive sobretudo nas páginas de categoria e de produto. Como as escrever, como evitar que os filtros criem milhares de páginas duplicadas e o que fazer aos produtos esgotados.


O SEO de uma loja online tem problemas que um site institucional não tem: centenas de páginas de produto parecidas, filtros que geram combinações infinitas de endereços, produtos que esgotam e voltam. Ao mesmo tempo, tem uma oportunidade enorme: cada categoria e cada produto pode posicionar para pesquisas com intenção de compra imediata.

As categorias são as páginas mais importantes

A maior parte das pesquisas de compra é genérica: "sapatilhas de corrida mulher", "candeeiros de teto em madeira", "vinho verde alvarinho". Quem responde a estas pesquisas são as páginas de categoria, não as de produto. Por isso:

  • Organize as categorias como os clientes pesquisam, e não como o armazém está arrumado.
  • Dê a cada categoria um título e um H1 claros, com o termo que as pessoas usam.
  • Acrescente um texto introdutório curto e útil, escrito de raiz: o que distingue os produtos, como escolher, para quem são. Não precisa de ser longo; precisa de ser único.
  • Crie subcategorias quando há pesquisa suficiente para elas.

Páginas de produto que posicionam

  • Descrições próprias. Copiar a descrição do fabricante cria conteúdo duplicado com todas as lojas que vendem o mesmo produto, e o Google escolhe uma delas, quase nunca a mais pequena.
  • Informação completa: medidas, materiais, compatibilidades, cuidados, prazos de entrega. É o que o cliente procura e o que diferencia a página.
  • Fotografias próprias, de vários ângulos, com nomes de ficheiro e texto alternativo descritivos.
  • Avaliações de clientes, que acrescentam conteúdo único e confiança.
  • Dados estruturados de produto (preço, disponibilidade, avaliações), que permitem mostrar essa informação nos resultados.

O problema dos filtros

Filtros por cor, tamanho, preço e marca são ótimos para os clientes e perigosos para o SEO: cada combinação pode gerar um endereço diferente, e uma loja com algumas centenas de produtos pode acabar com dezenas de milhares de páginas quase iguais. O Google gasta o tempo a visitar combinações sem valor e pode deixar páginas importantes por indexar.

A solução passa por decidir que combinações merecem ser páginas próprias, normalmente as que correspondem a pesquisas reais, como "sapatilhas brancas", e tratar essas como verdadeiras páginas de categoria, com título e texto próprios. As restantes combinações devem apontar, através da etiqueta canónica, para a categoria principal, ou ser excluídas da indexação. As ordenações ("preço crescente") nunca devem ser indexadas.

Produtos esgotados

  • Esgotado temporariamente: mantenha a página, indique quando volta, permita aviso por email e sugira alternativas.
  • Descontinuado com substituto: redirecione (301) para o novo modelo.
  • Descontinuado sem substituto: redirecione para a categoria mais próxima, ou deixe a página responder com 404 se não houver nada relacionado.

Páginas sazonais

Páginas como "Black Friday", "Dia da Mãe" ou "Natal" devem ter um endereço fixo que se mantém de ano para ano, atualizado a cada campanha. Criar uma página nova todos os anos obriga a recomeçar a autoridade do zero.

Fora do site

Registe a loja no Google Merchant Center: permite que os produtos apareçam gratuitamente no separador de compras do Google, além dos anúncios pagos. E não esqueça a velocidade: as lojas acumulam imagens, aplicações e scripts, e uma loja lenta perde vendas e posições ao mesmo tempo.

Continuar a ler