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Ter um blog na empresa vale a pena?

Depende do que se escreve. A diferença entre um blog que traz clientes e um cemitério de notícias institucionais — e quanto tempo é preciso investir.


A web está cheia de blogs de empresa abandonados: três artigos de 2021, um sobre o jantar de Natal, e silêncio desde então. E, ao mesmo tempo, há negócios cujo blog é a sua maior fonte de clientes novos. A diferença não é o esforço — é a estratégia.

O que um blog faz pelo negócio

Cada artigo bem escolhido é uma porta de entrada no Google. A homepage posiciona para o nome da empresa e meia dúzia de termos; os artigos posicionam para as centenas de perguntas que os clientes fazem antes de comprar — "quanto custa", "como escolher", "vale a pena", "o que é". Quem chega por uma resposta útil chega já com confiança: o negócio provou que percebe do assunto antes da primeira conversa.

A diferença entre blog que funciona e blog morto

O blog morto escreve para a empresa: novidades internas, prémios, participações em feiras. Ninguém pesquisa isso. O blog que funciona escreve para o cliente: responde, na linguagem dele, às perguntas que ele já está a fazer ao Google. A fonte de temas é gratuita e inesgotável — as perguntas que recebe por telefone e email todas as semanas. Se três clientes perguntaram o mesmo este mês, há centenas a perguntá-lo ao Google.

Quanto custa em tempo, e a alternativa honesta

Um artigo útil exige algumas horas de trabalho a quem percebe do assunto. Um ou dois por mês, com consistência, chegam para construir resultados num ano — frequência é menos importante do que utilidade. Se não existe na empresa quem possa escrever, as opções são delegar (quem escreve entrevista quem sabe) ou não ter blog, e não há mal nenhum nisso: um site sem blog é melhor do que um blog abandonado, que passa a mensagem exatamente oposta à pretendida.

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