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Orçamentos3 min de leitura

Quanto custa um logótipo e uma identidade visual em Portugal?

De concursos online a agências de branding, os preços variam dezenas de vezes. Os intervalos que se encontram no mercado, o que cada um inclui e onde não vale a pena poupar.


Pedir orçamento para um logótipo em Portugal pode dar respostas de 50 € e de 8.000 €, para o que parece ser o mesmo trabalho. Não é. A diferença está quase sempre no que vem incluído: quantas propostas, quanta pesquisa, que ficheiros, que direitos e se há um sistema por trás ou só um desenho.

Os intervalos que se encontram no mercado

Os valores abaixo são indicativos, sem IVA, e refletem o que se vê no mercado português. Servem para orientar a conversa, não são uma tabela:

  • Geradores online, plataformas de concursos e modelos prontos: de zero a cerca de 150 €. Rápido e barato, mas o resultado raramente é exclusivo e quase nunca vem com sistema ou direitos claros.
  • Logótipo simples feito por um freelancer em início de carreira: tipicamente entre 150 € e 500 €. Pode resultar bem, mas costuma entregar apenas o logótipo, com poucas variações.
  • Identidade essencial com um designer experiente ou um estúdio pequeno (logótipo e variações, paleta, tipografia e um guia curto): na ordem dos 800 € aos 2.500 €.
  • Identidade completa com manual de normas e aplicações (papelaria, modelos para redes sociais, sinalética, viaturas): na ordem dos 2.500 € aos 6.000 €.
  • Agências de branding com estratégia, pesquisa de mercado, naming e lançamento: a partir de 8.000 €, sem teto definido.

O que faz o preço subir

Dentro de cada intervalo, o valor final depende sobretudo de:

  • Pesquisa: analisar concorrência, público e posicionamento antes de desenhar leva tempo, e é o que distingue um logótipo bonito de um logótipo certo.
  • Número de propostas e de rondas de revisão incluídas.
  • Extensão do sistema: quantas variações, ícones, padrões e ilustrações próprias.
  • Número de aplicações desenhadas: cada peça (cartão, fatura, fachada, farda, embalagem) é trabalho adicional.
  • Profundidade do manual de normas.
  • Prazos apertados, que obrigam a reorganizar outros projetos.

O que deve receber, seja qual for o preço

Há entregáveis que não devem ser opcionais. Se um orçamento não os menciona, pergunte:

  • Ficheiros vetoriais (SVG, PDF ou EPS), que se ampliam sem perder qualidade. Sem eles, não consegue fazer uma fachada nem um bordado decente.
  • Versões a cores, a uma cor, em positivo e em negativo, em formatos para ecrã (PNG, SVG) e para impressão.
  • Os códigos das cores para ecrã e para impressão.
  • O nome das fontes usadas e a indicação de que licença é necessária para as usar.
  • A cedência dos direitos de utilização por escrito, no contrato ou na fatura, com o âmbito definido. Sem isto, o logótipo pode não ser verdadeiramente seu.

Onde não vale a pena poupar

Poupe nas aplicações, que se podem fazer aos poucos. Não poupe nos ficheiros vetoriais, nos direitos e na verificação de que o nome e o símbolo não colidem com marcas já existentes. Um logótipo barato que tem de ser abandonado porque alguém tinha registado algo parecido acaba por ser o mais caro de todos: paga-se duas vezes e perde-se o reconhecimento entretanto conquistado.

Quando o barato pode bastar

Para testar uma ideia de negócio, para um evento pontual ou para um projeto pessoal, um logótipo simples e barato pode ser a decisão certa. A regra é a mesma que se aplica aos sites: se é uma experiência, gaste pouco; se é a cara de um negócio que quer durar, trate-o como um investimento.

Como comparar orçamentos

Peça a todos os fornecedores as mesmas respostas: quantas propostas apresentam, quantas revisões incluem, que ficheiros entregam, que direitos cedem, o que acontece se nenhuma proposta servir e qual é o prazo. Com isto em cima da mesa, os preços deixam de parecer arbitrários e passa a ser possível comparar o que realmente está a comprar.

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