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Porque é que um site barato sai caro

A diferença entre um site de 300 € e um de 3.000 € não está no aspeto — está no que acontece nos dois anos seguintes. Onde é que o barato cobra a diferença.


Recebemos com frequência pedidos para "recuperar" sites feitos por 300 € ou 500 €. Quase nunca vale a pena: sai mais barato fazer de novo. Este artigo explica onde é que o site barato esconde o custo — para que a decisão, seja ela qual for, seja tomada com os olhos abertos.

O que o preço baixo normalmente significa

Um orçamento muito abaixo do mercado só é possível cortando em três sítios: tempo de estratégia (ninguém estuda o seu negócio nem os seus clientes), qualidade técnica (um template genérico com o logótipo trocado) e acompanhamento (entregou, desapareceu). O site existe, tem o nome da empresa, e é isso.

Onde o custo aparece depois

O custo real chega em prestações ao longo dos dois anos seguintes:

  • Contactos que não chegam — um site que não está pensado para converter é um cartão de visita caro. Se gera menos um cliente por mês do que devia, o custo anual é muito superior à poupança inicial.
  • Invisibilidade no Google — sem estrutura técnica de SEO, o site não posiciona. E refazer a estrutura de um site já indexado custa mais do que fazê-la bem à primeira.
  • Dependência — quando o domínio e o alojamento ficam em nome de quem fez o site, sair custa tempo e dinheiro.
  • Refazer tudo — o desfecho mais comum. O site barato dura 18 a 24 meses até ser substituído. Pagou-se dois sites para ter um.

Quando o barato faz sentido

Sejamos justos: há casos em que um site simples e barato é a decisão certa. Um projeto a testar uma ideia, um negócio sazonal, uma página temporária de evento. A regra é simples: se o site é uma experiência, gaste pouco; se é o canal por onde os clientes o encontram e decidem confiar, é um investimento — e os investimentos avaliam-se pelo retorno, não pelo preço.

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