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SEO3 min de leitura

Google Search Console: guia para quem não é técnico

A ferramenta gratuita do Google que mostra como o seu site aparece nas pesquisas, que páginas estão indexadas e o que está a falhar. Como configurar e o que olhar todos os meses.


O Google Search Console é a única ferramenta que mostra o seu site do ponto de vista do próprio Google: que pesquisas o fazem aparecer, quantas pessoas clicam, que páginas estão no índice e quais ficaram de fora, e porquê. É gratuito e qualquer site deve tê-lo configurado. Não é preciso ser técnico para tirar partido dele; basta saber onde olhar.

Configurar

Entre em search.google.com/search-console com uma conta Google e adicione o site. Há duas formas:

  • Propriedade de domínio: cobre todas as versões do site (com e sem www, http e https). A verificação faz-se com um registo no DNS do domínio, que quem gere o seu domínio consegue adicionar em minutos. É a opção recomendada.
  • Propriedade com prefixo de URL: cobre apenas um endereço exato. Verifica-se com um ficheiro, uma etiqueta no código ou através do Google Analytics.

Depois de verificar, vá a Sitemaps e indique o endereço do mapa do site (normalmente /sitemap.xml). Os dados começam a aparecer ao fim de alguns dias.

Desempenho: as pesquisas que o trazem

É o relatório mais útil. Mostra quatro números: cliques, impressões (quantas vezes apareceu nos resultados), taxa de cliques e posição média. Por baixo, as pesquisas e as páginas. Três análises que valem a pena:

  • Pesquisas com muitas impressões e poucos cliques: aparece, mas ninguém escolhe o seu resultado. Reescreva o título e a descrição dessa página.
  • Pesquisas em posições entre 8 e 20: está perto da primeira página. Melhorar o conteúdo da página correspondente costuma dar resultados rápidos.
  • Pesquisas que não esperava: revelam o que os clientes procuram e as palavras que usam, e são ótimas ideias para novos conteúdos.

Indexação de páginas: o que está e o que não está no Google

Este relatório divide as páginas em indexadas e não indexadas, com o motivo de cada exclusão. Ter páginas não indexadas é normal; o que importa é perceber se alguma delas deveria estar indexada. Os motivos mais comuns:

  • Página com redirecionamento: o endereço redireciona para outro. Normal e esperado (por exemplo, a versão com www a apontar para a sem www). O Google indexa o destino.
  • Excluída pela etiqueta noindex: a página pede para não ser indexada. Confirme que é intencional (páginas de teste, de agradecimento, de demonstração).
  • Não encontrado (404): a página não existe. Só é problema se for uma página que mudou de endereço, caso em que deve ter um redirecionamento.
  • Página alternativa com etiqueta canónica adequada: é uma variante de outra página e aponta corretamente para a principal. Normal.
  • Duplicada, o Google escolheu uma página canónica diferente: há páginas muito parecidas e o Google escolheu outra como principal. Vale a pena rever.
  • Rastreada, atualmente não indexada: o Google visitou e decidiu não indexar, por agora. Costuma significar conteúdo pouco útil, muito curto ou parecido com outros.
  • Detetada, atualmente não indexada: o Google sabe que a página existe mas ainda não a visitou. Comum em sites novos e em páginas com poucos links internos a apontar para elas.

Inspeção de URL

Na barra de cima, cole o endereço de qualquer página do site para ver se está indexada, quando foi visitada pela última vez e se há problemas. Depois de publicar uma página nova ou fazer uma alteração importante, pode pedir a indexação a partir daqui. Não é instantâneo nem garantido, mas acelera a visita do Google.

Outros relatórios a conhecer

  • Principais métricas da Web: avaliam a velocidade e a estabilidade das páginas com dados reais de utilizadores do Chrome.
  • Ações manuais: se aparecer algo aqui, um revisor do Google penalizou o site por violar as regras. Raro, mas grave.
  • Problemas de segurança: alertas de pirataria ou software malicioso.
  • Links: que sites apontam para o seu e que páginas recebem mais links internos.

Uma rotina mensal de 15 minutos

  • Ver a evolução de cliques e impressões face ao mês anterior e ao mesmo mês do ano passado.
  • Procurar páginas importantes na lista de não indexadas.
  • Identificar duas ou três pesquisas com muitas impressões e poucos cliques e melhorar os títulos.
  • Confirmar que não há ações manuais nem problemas de segurança.

Quinze minutos por mês chegam para apanhar a maioria dos problemas antes de custarem visitas, e para encontrar oportunidades que mais nenhuma ferramenta mostra.

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