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Menus e navegação: estrutura que não confunde

Se o visitante não encontra o que procura em dois cliques, sai. As regras de uma navegação óbvia e os erros de menu que se repetem em todo o lado.


A navegação de um site tem uma característica única: quando está bem feita, ninguém repara nela. O visitante encontra o que procura sem pensar no caminho. Quando está mal feita, é o próprio site a esconder aquilo que o visitante veio comprar.

As regras que não falham

Décadas de sites testados produziram meia dúzia de regras estáveis:

  • Cinco a sete itens no menu principal, não mais. A partir daí, cada opção adicionada torna todas as outras mais difíceis de ver.
  • Nomes previsíveis: "Serviços", "Preços", "Sobre", "Contactos". O menu não é lugar para criatividade — "O nosso universo" obriga a adivinhar, e ninguém adivinha.
  • Os nomes na linguagem do cliente, não na interna. Se os clientes dizem "orçamento", o menu não deve dizer "consultas comerciais".
  • O contacto sempre visível — como último item do menu ou botão destacado, em todas as páginas.
  • O logótipo volta sempre à página inicial. É convenção universal; quebrá-la só desorienta.

Os erros que vemos repetidamente

O menu-arquivo: doze itens porque cada departamento quis o seu. O menu-mistério: submenus dentro de submenus, onde as páginas importantes ficam a três níveis de profundidade. E o menu-hambúrguer em computador: esconder a navegação atrás de um ícone faz sentido no telemóvel, onde o espaço obriga, mas em ecrã grande está a acrescentar um clique e a esconder o mapa do site sem necessidade.

O teste que vale por uma auditoria

Peça a alguém que não conhece o site — um familiar serve — para encontrar três coisas: o que a empresa faz, quanto custa (ou como pedir preço) e como contactar. Se demorar mais de trinta segundos em alguma, o problema está identificado. É um teste de cinco minutos que substitui muitas reuniões de opinião.

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