Imagens para a web: o guia prático de otimização
A causa número um de sites lentos cabe numa regra simples: tamanho certo, formato moderno, compressão sensata. Como preparar imagens sem perder qualidade visível.
Quando um site é lento, o diagnóstico mais provável está nas imagens: fotografias saídas do telemóvel com 4.000 pixéis de largura e vários megabytes, colocadas no site tal e qual. Uma página com cinco delas pesa mais de 20 MB — em dados móveis, uma eternidade. A correção não exige técnico nem software pago.
A regra dos três passos
Antes de qualquer imagem subir para o site:
- Redimensionar — a imagem não deve ser maior do que o espaço onde vai aparecer. Para largura total de ecrã, 1.600 a 2.000 pixéis chegam; para meia página, 800 a 1.000. Os pixéis a mais são peso puro sem ganho visível.
- Converter para um formato moderno — WebP é o padrão atual: o mesmo aspeto com uma fração do peso dos JPEG antigos. Qualquer conversor gratuito online faz isto em segundos (Squoosh, do próprio Google, é excelente).
- Comprimir — nos conversores, uma qualidade de 75–85 % é visualmente indistinguível do original e corta o peso para uma fração.
Os números que servem de guia
Como referência prática: uma fotografia de topo de página deve ficar abaixo de 300 KB; imagens correntes de conteúdo, abaixo de 150 KB; miniaturas, abaixo de 50 KB. Se uma imagem do seu site pesa 2 MB, há ali uma redução de 90 % à espera de dois minutos de trabalho. Some as imagens de uma página: o total ideal fica abaixo de 1 MB.
O que pedir a quem faz o site
Num site bem construído, parte disto é automático — o site gera os vários tamanhos, serve o formato moderno e carrega as imagens só quando o visitante chega a elas (lazy loading). Vale a pena confirmar com quem o desenvolve que estas práticas estão ativas, porque transformam a otimização de disciplina diária em rotina invisível. Mas mesmo o melhor sistema não salva um original de 8 MB — o hábito dos três passos continua a ser o melhor amigo do seu site.