Fichas de produto que vendem
A página de produto é o vendedor da loja online — e a maioria limita-se a duas linhas do fornecedor. Fotografias, texto, medidas e as respostas que fecham a venda.
Numa loja física, o cliente pega no produto, vê-o de todos os ângulos e faz perguntas ao vendedor. Na loja online, a ficha de produto tem de fazer tudo isso sozinha. É a página onde a venda acontece ou morre — e é, na maioria das lojas que auditamos, a página mais desleixada: duas linhas copiadas do fornecedor e uma fotografia.
As fotografias substituem as mãos
O cliente não pode tocar — as fotografias tocam por ele: o produto de vários ângulos, em contexto de uso real (a cadeira numa sala, o casaco vestido), com detalhe aproximado da textura e do material, e algo que dê escala. Fundo limpo e luz consistente em todo o catálogo fazem a loja parecer profissional; fotografias de qualidade desigual fazem-na parecer um desdobramento de feira. Se só puder investir num sítio da loja, é este.
O texto que responde antes de perguntarem
A descrição não é uma formalidade — é o vendedor a falar:
- Benefício primeiro, especificação depois: "mantém o café quente 6 horas" antes de "aço inoxidável de parede dupla".
- Todas as medidas, sempre — a ausência de uma medida é uma venda adiada e, pior, uma devolução futura.
- As perguntas frequentes deste produto respondidas na própria ficha: serve para X? é compatível com Y? como se lava?
- Texto próprio, não o do fornecedor — a descrição copiada existe em vinte lojas, e o Google só precisa de mostrar uma.
Os elementos que desbloqueiam a decisão
À volta do botão de compra, quatro informações decidem hesitações: o custo de envio e o prazo de entrega visíveis já na ficha (a surpresa dos portes no último passo é a maior causa de abandono), a política de devolução em linguagem simples, o estado do stock ("últimas 2 unidades" é informação, não truque — quando é verdade), e avaliações de compradores, incluindo as imperfeitas: um produto com 30 avaliações e nota 4,4 vende mais do que um com três de 5 estrelas, porque parece — e é — mais real.